Belém é a capital do estado do Pará, onde a Amazônia encontra o mar. Cheia de vida, cores e sabores, é uma cidade que está sendo descoberta aos poucos, que pode oferecer uma nova experiência de Brasil, com comida boa, paisagens naturais e uma grande bagagem cultural.
Continue por aqui para conhecer mais sobre esse rico destino amazônico que deveria estar na wish list de viagens de todo bom viajante brasileiro.
ÍNDICE
- O que fazer em 1 dia em Belém do Pará?
- Qual é o principal turístico de Belém?
- Quando ir a Belém do Pará?
- O que fazer em Belém em 3 dias?
- Onde ficar em Belém do Pará
O que fazer em 1 dia em Belém do Pará?
Se você tem apenas um dia em Belém, comece pelo Complexo Feliz Lusitânia, onde estão a Catedral da Sé e o Forte do Presépio, para entender um pouco da história local. Depois, siga para o Mercado Ver-o-Peso, pra provar pratos típicos. Na parte da tarde, explore o Mangal das Garças e finalize o dia na Estação das Docas, aproveitando um jantar com vista para a Baía do Guajará.
Qual é o principal turístico de Belém?
Ao nosso ver, um dos principais pontos turísticos de belém é o Mercado Ver-o-Peso, às margens da Baía do Guajará, um dos mercados mais antigos e icônicos do Brasil. Mas vale também destacar a Estação das Docas e a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.
Quando ir a Belém do Pará?
Belém sofre a influência do clima equatorial, ou seja, tende a ser bem quente e chuvosa. De maio a outubro é verão, e o tempo de chuva é menor, o que te dá mais tempo para conhecer a cidade. De novembro a abril é o período do inverno amazônico: ainda está calorzinho, mas chove praticamente o dia inteiro.
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O que fazer em Belém em 3 dias?
Belém é uma cidade onde a cultura pulsa e se mistura na rotina das pessoas. No seu jeito de ser, de viver, de agir – o paraense só descobre que é diferente quando conhece outros lugares. Por isso, como uma boa paraense, vou dar dicas turísticas com um gostinho de experiência local.
DIA 1 EM BELÉM DO PARÁ
Para o primeiro dia, comece pela praça Complexo Feliz Lusitânia que foi onde Belém surgiu e se desenvolveu. Ali, hoje, estão muitos passeios culturais. A primeira parada é na Igreja Nossa Senhora do Carmo: a sua arquitetura teve influência do artista Antônio Landi no século 18 e possui um lindo altar em dourado, grandes pilares de mármore e de quebra um teto azul como o céu.
De lá, vá caminhando para a Catedral da Sé, um dos centros católicos mais conhecidos da região, que além de ser a primeira igreja de Belém com influências da arquitetura barroca e neoclássica, em uma mistura entre a fachada em branco simples com os ornamentos extravagantes do interior, é o lugar de onde sai a tradicional procissão dominical do Círio de Nazaré em outubro.
Outra construção lindíssima e que também faz parte do complexo é a Igreja de Santo Alexandre, que, apesar de mais simples, tem um lindo altar talhado em madeira, uma verdadeira obra prima. Além disso, ela também hospeda o Museu de Arte Sacra de Belém: em seu acervo há cerca de 300 peças antigas, entre elas esculturas de madeira, quadros e muita prataria.
Bem ao lado está o Forte do Castelo que foi a primeira construção em Belém feita pelos colonizadores, e em seu interior está o Museu do Encontro, que conta um pouco sobre a população indígena que vivia no local – principalmente marajoara e tapajônica, através de artefatos cerâmicos utilizados pelos povos originários, peças indígenas e relíquias do sítio arqueológico. O Forte também tem a melhor vista do Mercado Ver-o-Peso (mais sobre ele abaixo).
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Ainda por perto se encontra a Casa das 11 Janelas, que abriga um museu de arte contemporânea brasileira com exposições itinerantes e um acervo fixo de fotografias locais. Também vale conhecer o Museu do Círio. Se você tem curiosidade de entender e explorar mais a história de uma das maiores procissões religiosas do mundo, o Museu é uma boa pedida, além de destacar vários costumes interessantes praticados pelas famílias paraenses, como o uso dos brinquedos de miriti, a festa do boi, o Arraial da Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, a importância da “corda” na procissão, o auto do círio e muito mais. Todos os espaços museológicos são gratuitos às terças-feiras, enquanto nos outros dias custam R$ 4 com direito a meia-entrada. Continue descendo a rua, passe pela Praça do Relógio e siga pela beira (como diria o paraense) até o Mercado Ver-o-Peso.
O Ver-o-Peso é uma construção de ferro de 1625 que faz parte de todo um complexo que inclui o mercado de carne, a feira do açaí, a estação das docas e mais. Desde sua inauguração, funciona como um mercado de peixe, por isso é um dos melhores lugares para comprar os melhores produtos do gênero, como filhote, pescada-amarela, camarão e lagosta (até lagosta azul você encontra). Aos arredores do comércio há também uma feira com todas as delícias da região como frutas, castanhas-do-pará, farinha, cachaça de jambu, artesanato local, erveiras e as barraquinhas para tomar açaí com peixe frito. Encara?
Aconselho passar nas erveiras e escolher algum óleo ou remédio natural – elas são um show à parte no seu passeio, como a andiroba com copaíba que é um óleo anti-inflamatório poderoso amazônico para passar na pele. De lá você pode experimentar as boas cachaças de jambu e escolher a melhor para levar – mas eu ainda acho que a melhor mesmo é a do Meu Garoto, uma cachaçaria super tradicional do centro da cidade que tem uma receita da cachaça de jambu com suas variações: Jambu e Cupuaçu, Jambu e Castanha do Pará, Jambu e Açaí, Jambu e Bacuri. E, claro, você pode comprar por ali os bons e velhos souvenires de viagem.
Almoço típico
Nada como um típico almoço paraense. Para se sentir um verdadeiro local, a barraca do Pororoca com seu peixe dourada frita e açaí, é uma boa pedida, mas você também pode escolher outra dentre uma imensidão de estabelecimentos a beira do rio para aproveitar a vista com porções de camarão, cerveja, isca de peixe e sucos naturais.
Se a ideia é um lugar mais tranquilo, o restaurante Point do Açaí é o mais indicado – tem várias unidades em Belém e inclusive uma em frente ao Ver-o-Peso. O estabelecimento serve açaí de qualidade e peixe com mariscos na chapa, além da decoração linda e bem regional, com quadros de paisagens e enfeites que remetem ao passado local.
Se você estiver próximo das 15h da tarde e estiver chovendo, como é de praxe em Belém, vá esperá-la passar na Estação das Docas e aproveite para tomar um sorvete da Cairu ou da Gelateria Damazonia. Se a vontade for de álcool vá de chopp autoral da Amazon Beer. Na Estação você também encontra roupas bacanas com estampas de estilistas regionais como a Amazônia Zen.
Para a hora do jantar, o Remanso do Bosque é um dos melhores restaurantes da capital. A casa é comandada pelo chef Thiago Castanho, que usa e abusa da cozinha regional para fazer releituras e pratos típicos deliciosos. Para ter a melhor noite, experimente o Filhote assado na brasa, um clássico da culinária e o melhor peixe de rio do mundo, ou a Panela de camarões cozidos no leite de coco, banana da terra e urucum. Para acompanhar, peça o drink Tacacachaça, que consiste em suco de maracujá, cachaça e folha de jambu.
DIA 2 EM BELEM DO PARÁ
O segundo dia pode começar no Mangal das Garças, que é um parque zoobotânico com espaços de visitação e vista do rio e da cidade. A entrada é gratuita, mas você paga para entrar nos espaços de visitação monitorada, sendo estes o Borboletário, Farol de Belém, o Viveiro das Aningas, e o Memorial Amazônico da Amazônia. O ingresso custa R$ 15.
Após conhecer o parque, você já pode dar uma esticada para o almoço no Manjar das Garças, que é uma delícia da culinária paraense, e tem uma vista privilegiada do Rio Guamá. Em sistema de buffet, tem comida pra todo mundo, de massas, carnes, os tradicionais peixes que são pedida certa em Belém e combinações vegetarianas.
À tarde
Após o almoço, um bom passeio para apreciar a bagagem cultural de Belém é o MABE – Museu de Arte de Belém: um acervo com mais de 1 500 peças de arte do Brasil e exterior. Outra opção interessante é Espaço São José Liberto, que é um antigo presídio do centro de Belém que foi revitalizado e hoje tem várias joalherias regionais, lojas de roupas e artesanatos paraenses, além de um museu de gemas e uma capela toda de pedra. Antes de ir vale conferir no site a programação cultural.
Para o terceiro passeio do dia, recomendo a Praça da República, onde fica o Theatro da Paz, um estabelecimento que trouxe agitação e vida noturna ao local. Atualmente, a praça tem uma feira de artesanato e bugigangas aos domingos e se estiver no período ainda é possível participar do arrastão do pavulagem promovido pelo Arraial do Pavulagem, um Instituto cultural que resgata a cultura paraense e amazônica através de cortejos com músicas e danças típicas.
Ao fim indico um Happy Hour no Bar do Parque, que fica ao lado do Theatro. O local passou por uma revitalização, deixando-o mais moderno, e hoje é conhecido por seus deliciosos petiscos como bolinho de maniçoba, unha de caranguejo, bolinho de camarão e outros.
Se ainda quiser sair para jantar, indico o Aviú Restaurante que possui um cardápio contemporâneo com toques regionais – como o pastel de pato ou o steak tartar paraense com flor de jambu, jambu e pimenta de cheiro com chips de tapioca. O ambiente é de lounge, com música ambiente adequada, uma adega interessante e bem frequentado.
DIA 3 EM BELÉM DO PARÁ
O terceiro dia fica a comando da Ilha do Combu, que é localizada em frente à Belém e acessada por uma travessia de 15 minutos de voadeira (lancha pequena rápida). O percurso custa em torno de R$ 15 a R$ 20 e proporciona acesso a uma infinidade de restaurantes em suas entradas de rio, também conhecidas como “furos” – a barraca mais famosa é a Saldosa Maloca. É um dia para almoçar com calma e aproveitar a tranquilidade que só a Amazônia pode passar.
Então, um bom dia do outro lado de Belém começa com o café da manhã na Filha do Combu. O barco sai 8h30 e durante toda a manhã você conhece a produção de chocolates artesanais, faz a trilha na ilha, toma chocolate quente e degusta os brigadeiros dos ribeirinhos. Quando o roteiro acabar, por volta das 12h, ao invés de voltar para Belém você pede para o barqueiro parar em algum restaurante.
Para uma opção menos óbvia e mais tranquila, indico parar no Restô da Ilha no Furo Paciência, que é bem menos lotado e com mais contato com a natureza. O espaço é sem luxo e bem familiar, montado em palafitas sobre o rio, com açaí que é colhido do quintal e batido no dia, farinha é artesanal e peixe feito com temperos artesanais oriundos da própria horta: a floresta amazônica.
O estabelecimento ainda tem espaço para tomar banho de Igarapé, que nada mais é que pequenos rios que dão pé e são ótimos para apenas entrar e relaxar. Para voltar, o restaurante chama outro barqueiro pra você – indico voltar antes do anoitecer porque a maré fica mais intensa.
Para terminar o dia, vá apreciar ao pôr do sol no Palafita Bar ou na Estação das Docas. Aos finais de semana, os dois lugares reúnem boa música ao vivo.
DIA 4 EM BELÉM DO PARÁ (extra)
Se você tiver mais um dia indico fechar o passeio da Revoada dos Papagaios com a agência Vale Verde, que acontece nas primeiras horas do dia, partindo às 4h da manhã em direção à Ilha dos Papagaios, saindo da Estação das Docas. Além da experiência de ver o nascer do sol em um passeio fluvial, chegando lá é possível ver e ouvir milhares dos pássaros que dão nome ao local, livres na natureza e saudando o dia que está amanhecendo, em um só canto. Na volta, tome um café da manhã da Tapioquinha de Mosqueiro e peça uma tapioca molhada no coco – é a melhor do mundo, e para completar, um cuscuz paraense ou bolo de macaxeira.
Em seguida, vá para a Praça Batista Campos, tome uma água de coco e relaxe. Você pode conhecer o Bosque Rodrigues Alves que é um espaço com mata nativa – o bosque tem uma beleza a parte por causa das construções antigas, um lago com vitória régia e árvores centenárias. Se passar por lá, a dica é almoçar no Remanso do Peixe – restaurante do pai do Thiago Castanho que é um lugar super tradicional de comida regional.
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*Para mais um dia em Belém do Pará, aconselho um bate-volta para o Mosqueiro, uma outra ilha com praia de rio super gostosa para passar o dia. E, se tiver mais tempo, vale esticar para conhecer as praias de rio em Mosqueiro, Marajó, Algodoal.
Onde ficar em Belém do Pará
Uma das regiões mais bonitas da cidade é o Centro antigo. Ainda que um pouco perigoso andar sozinho desbravando os arredores, esse pedacinho destaca tudo que há de bom no Pará: a brisa do mar, o colorido e hospitalidade das instalações e a poderosa história por trás de tudo isso.
O hotel fica em um antigo casarão reformado com uma decoração mais elegante, mas que manteve o rústico e histórico da arquitetura passada, como é o caso das paredes de pedras, o azulejo do atrio e as grandes estacas de madeira que vão do telhado ao chão. O bônus é que ele é bem próximo do Mangal das Garças e da orla de Belém.
Uma opção mais moderna e faz parte de uma grande rede do, fora a boa localização na região mais nobre da cidade, aos arredores da avenida Nazaré. Os quartos seguem o padrão de toda a instalação, ambientes amplos e bem cuidados, em alguns casos contam até com banheira. Tem piscina e vista panorâmica de Belém.
Excelente dicas
Matéria excelente! Parabéns!!
As dicas são ótimas. Tem ainda o Espaço Emílio Goeldi, Icoroaci, com suas olarias e cerâmicas marajoaras, suas lojas de artesanato, e a Ilha do Marajó.
Belém é tudo de bom.
Oi.
Vou conhecer Belém, Ilha de Marajó, Alter de Chão e Manaus em final de agosto/20.
Você conhece agência de receptivo de confiança em Belém que realiza esse roteiro?
Eu também vou , vamos juntos ? Me passa seu whts pra gente marcar e conhecemos juntos
Olá Nayara, muito obrigada por compartilhar estas dicas preciosas! Estou querendo passar o feriado de carnaval em Belém, mas estou em dúvida se vou devido às complicações da pandemia. Você poderia me dizer como está a situação da cidade (controlada ou caótica) e se as atrações turísticas estão abertas? Desde já agradeço.
Olá Nayara!
Obrigada por dividir essa experiência linda com todos nós. O Pará é um estado muito rico com roteiros maravilhosos! Parabéns!
Segui suas dicas para Belém e deu tudo certo.
Hotel Atrium Quinta das Pedras é super bem localizado, excelente, lindo e o restaurante do hotel é comandado pelo renomadíssimo Chef paraense Saulo Jennings (Casa de Saulo) (café da manhã incluso na diária) (almoço, café da tarde, jantar à parte).
O restaurante Manjar das Garças (piso superior) tem um ambiente bacana, a comida é boa. Fica dentro do Parque das Garças vale a pena conhecer.
Fiz os passeios com a Agência Bela Belém (91)98060-6922
Ficamos felizes em ajudar, Miriam! E obrigada pelas dicas extras <3